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Percebi minha emoção. E agora? Como agir antes de reagir no automático

  • Foto do escritor: Andre Luiz Cipriano
    Andre Luiz Cipriano
  • 15 de abr.
  • 3 min de leitura

Você já percebeu que estava com medo, irritado, ansioso ou desconfortável diante de uma situação, mas mesmo assim acabou reagindo de um jeito que não gostaria?


Talvez em uma reunião difícil. Talvez em uma conversa com um gestor. Talvez ao receber uma mensagem que parecia uma cobrança indevida.


Perceber a emoção é o primeiro passo, e um dos mais importantes. Mas o verdadeiro treino da inteligência emocional começa logo depois disso.


Gestão emocional não é sobre controlar tudo


Muitas pessoas acreditam que ter inteligência emocional é "não sentir" ou estar sempre calmo. Na verdade, gestão emocional é a capacidade de reconhecer, compreender e regular as emoções antes que elas determinem, de forma automática, o nosso comportamento.


Isso não significa reprimir o que sentimos — na psicanálise, sabemos que o que é recalcado acaba retornando de outras formas. Também não significa fingir calma.


Significa criar um espaço entre a emoção e a reação. É nesse espaço que nasce uma resposta mais consciente e menos impulsiva.


Assista ao vídeo complementar

Neste vídeo, eu aprofundo essa reflexão e trago detalhes sobre como essa pausa funciona na prática:https://www.youtube.com/watch?v=MqyzG4B937o


Por que falo sobre isso?

Sou Psicanalista, especialista em Inteligência e Gestão Emocional e instrutor de mindfulness. Atuo ajudando pessoas sob pressão a reconhecer sinais de sobrecarga, ansiedade e reatividade emocional antes que isso se transforme em esgotamento ou Burnout.


Na prática clínica e no acompanhamento de mentorados, observo que o sofrimento muitas vezes não vem apenas do que acontece, mas da forma automática como aprendemos a reagir ao que acontece. Este artigo une psicanálise e mindfulness para mostrar um caminho simples: perceber, pausar e responder.


O que fazer quando percebo uma emoção difícil?

Quando uma emoção intensa aparece, o corpo se prepara para a "luta ou fuga". A respiração encurta, o coração acelera e a mente interpreta tudo como uma ameaça. Nesse momento, fazer uma pausa não é fraqueza; é inteligência aplicada.


Siga estes quatro passos fundamentais:

1. Nomeie a emoção

Diga mentalmente: “Estou sentindo medo”, “Isso é irritação” ou “Sinto ansiedade”. Nomear o que sentimos ajuda a "desativar" o modo de sobrevivência do cérebro e traz a situação de volta para o campo da consciência.

2. Observe o corpo

O corpo costuma perceber a emoção antes da mente consciente. Onde ela está agora? No peito apertado? Na mandíbula trancada? Nos ombros tensos ou no frio na barriga? Apenas observe, sem julgar.


3. Respire antes de responder

Não precisa ser nada complexo. Apenas sinta o ar entrando e saindo por alguns segundos. A respiração consciente é o "interruptor" que avisa ao seu sistema nervoso que você não está em perigo real, favorecendo a clareza mental.


4. Escolha a sua resposta

Antes de falar ou enviar aquela mensagem, faça três perguntas rápidas:

  • “Eu estou respondendo ou apenas reagindo?”

  • “Essa ação vai ajudar ou piorar a situação?”

  • “Qual seria a forma mais madura de me posicionar agora?”


O perigo do piloto automático no trabalho

Muitos profissionais se preparam tecnicamente para reuniões e decisões, mas esquecem da preparação emocional. É aqui que o piloto automático assume o controle e distorce a realidade:


  • A defensiva: Você entra em uma conversa já esperando o pior.

  • A distorção: Lê um feedback como uma perseguição pessoal ou interpreta um silêncio como rejeição.

  • A urgência: Se você está ansioso, tudo parece urgente; se está irritado, tudo parece provocação.


Esse estado de reatividade constante é uma das principais portas de entrada para o esgotamento profissional.


Prática de 1 minuto para o seu dia a dia

Antes de qualquer interação importante, experimente este protocolo:


  1. Pare por alguns segundos.

  2. Pergunte: “O que estou sentindo agora?”

  3. Note onde isso aparece no seu corpo.

  4. Respire conscientemente por três ciclos.

  5. Decida: “Qual resposta seria mais coerente com quem eu sou neste momento?”


Quando buscar acompanhamento?

Se você sente que vive "no limite", tem dificuldade em se desligar do trabalho ou nota que suas reações impetuosas estão prejudicando sua carreira e saúde, talvez seja hora de aprofundar esse cuidado.


Na minha mentoria em gestão emocional, eu te ajudo a mapear seus sinais internos, criar pausas conscientes e desenvolver respostas equilibradas, mesmo sob alta pressão.


Clique aqui para entrar em contato e conhecer a mentoria: https://www.andregestaoemocional.com.br/mentoria


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